Porque eu adoro o jogo: Cannon Fodder (Amiga)

01/22/2011 às 10:14 PM | Publicado em Porque eu adoro o jogo | 3 Comentários
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Chris Yates, o programador do jogo, fazendo uma gracinha na abertura

War has never been so much fun

War has never been so much fun

War has never been so much fun

War has never been so much fun

Go to your brother

Kill him with your gun

Leave him lying in his uniform

Dying in the sun

War!

É com os versos da música acima que o game Cannon Fodder começa. O jogo tem o seu clima determinado desde o início, com a sua abertura. Durante a apresentação, aparecem fotos dos programadores vestidos como soldados, fazendo todo tipo de pose embaraçosa. Cannon Fodder é um jogo de guerra que, usando uma linguagem sarcástica, consegue com eficiência passar uma mensagem anti-guerra.

Cannon Fodder foi criado originalmente para os computadores Amiga pela Sensible Software, e distribuído pela Virgin Interactive em 1993. Ganhou versões para diversas plataformas, inclusive uma relativamente recente para celulares.

Apenas um soldado continua vivo no pelotão, mas ele não vai desistir de cumprir sua missão. Que é explodir aquela casa de madeira ali.

 

 

O Jogo:

Os jovens fazem fila para se recrutar ao exército, mesmo que isso signifique que seu futuro seja naquele morro ao fundo...

Cannon Fodder é um jogo de guerra, onde o jogador controla em cada fase de 2 a 7 soldados simultaneamente. O ponto de vista do jogador é aéreo, permitindo que o jogador veja com clareza a ação. O jogo é completamente controlado pelo mouse: o jogador aponta e clica o botão esquerdo para fazer os soldados andarem até um ponto, e o botão direito para atirar naquela direção. Também é possível dividir os soldados em duas ou três equipes, e controlar cada equipe individualmente.

 

O jogo possuí 24 missões no total, cada uma dividida em várias fases. Cada fase possuí um objetivo a ser cumprido (“Destruir todas as construções inimigas” ou “Seqüestrar o general inimigo” por exemplo), que é informado ao jogador de forma clara e direta ao início de cada uma.

Os mortos são homenageados ao fim de cada missão.

 

 

O jogo não possuí um enredo muito definido. A história se resume basicamente a “Existem dois exércitos em guerra, e queremos que o nosso seja o vencedor”, mas não é algo que tenha tanta importância para o desenvolvimento do jogo, já que o jogo não depende de um enredo para funcionar bem.

As missões acontecem em vários tipos de terrenos diferentes (Floresta, montanhas, gelo, cidades, etc), o que gera uma boa diversidade de cenários e estratégias diferentes para o jogador.

A interface do jogo é muito intuitiva e fácil de aprender: ela é toda visual, e todas as opções do jogo (Trocar arma, dividir equipes, ver mapa) são facilmente acessadas com um único clique.

De acordo com que o jogador avança no jogo, novos armamentos e veículos vão ficando disponíveis, tendo que ser utilizados estrategicamente. Helicópteros, jipes, tanques, etc. O exército inimigo também tem acesso a armamentos melhores nas missões mais adiantadas.

A Papoula, símbolo do jogo, causou controvérsia à epoca de seu lançamento. Eles foram obrigados a removê-la das propagandas do jogo, mas a mantiveram na abertura.

Mensagem Anti-Bélica

O jogador tem a sua disposição vários veículos, e pode utilizá-los de várias maneiras diferentes.

Apesar de ser um jogo de guerra, que envolve dois exércitos atirando um no outro para matar o inimigo, o jogo claramente tem uma mensagem anti-guerra. A já comentada abertura começa essa discussão usando do sarcasmo e do bom humor para passar sua mensagem.

Antes de cada missão, vemos uma animação de novos recrutas fazendo fila para se alistar ao exército, em frente a um morro onde estão enterrados todos os soldados que já morreram nessa guerra (E em cima um placar da guerra, como se fosse um placar de esportes, mais uma vez a linguagem sarcástica se apresentando). Esta imagem passa uma mensagem, de forma irônica, de que aqueles homens estão ali fazendo fila esperando para serem enterrados naquele morro.

Outro aspecto importante nesse ponto é o fato de todos os soldados controlados pelo jogador terem nomes. Com isso, os criadores do jogo tentaram “humanizar” um pouco os personagens, e existem vários relatos de jogadores que realmente sentem quando um dos soldados que está a muito tempo no exército morre. Quando uma missão é terminada, todos os soldados mortos naquela missão são lembrados, numa animação onde passam os nomes de todos os soldados mortos entre duas papoulas, enquanto uma música triste toca no fundo.

 

O manual de instruções do jogo se encerrava com a seguinte nota: “E numa nota mais séria: não tente brincar disso em casa, garotos, porque a guerra não é um jogo. A guerra, como Cannon Fodder demonstra da sua própria, curiosa maneira, é um desperdício imbecil de recursos humanos e vidas. Nós esperamos que você nunca tenha que descobrir isso da maneira mais difícil”.

Controvérsias:

O jogo foi banido na Alemanha, por ter sido considerado violento demais. O jogo também foi criticado por alguns por glorificar a guerra, e por ser desrespeitoso com aqueles que perderam suas vidas na guerra.

A Papoula, utilizada como símbolo do jogo, também é símbolo dos veteranos da 1ª guerra mundial. A “Royal British Legion”, entidade que cuida dos veteranos da guerra no Reino Unido, reagiu de forma extremamente negativa à utilização desse símbolo do jogo, e fez forte campanha para retirar o jogo do mercado. Antes do jogo começar, existe uma mensagem dizendo “Esse jogo não é de forma alguma apoiado pela Royal British Legion.”

Em relação a ser desrespeitoso, o principal designer do jogo, Jon Hare, afirmou numa entrevista para uma revista que “Quando lançam um jogo como Smash TV, em que o jogador mata dezenas de pessoas sem nome em um segundo, ninguém fala nada, mas quando tentamos humanizar os mortos dando-lhes nomes, as pessoas ficam ofendidas”.

Enquanto o helicóptero larga os soldados para mais uma missão perigosa, ouvimos uma trilha sonora excelente, que não pode ser ouvida através da imagem.

Algumas características que fazem o jogador gostar do game:

a) No início de cada fase o objetivo é determinado de forma clara e precisa. Durante qualquer momento do jogo, caso o jogador não saiba para onde ir, ele pode acessar um mapa da fase que mostra onde está o objetivo que ele deve alcançar. O jogador nunca fica sem direção, sem saber o que fazer.

b) Os controles do jogo são extremamente intuitivos e simples de aprender. Todo comando realizado pelo jogador possui resposta imediata.

c) O nível de dificuldade do jogo começa baixo, e vai aumentando gradativamente a cada fase, ficando bem alto nas missões finais.

d) Novos elementos são adicionados gradativamente ao jogo. Inicialmente o jogador só tem a metralhadora como arma. Mas logo na segunda missão, o jogador pode passar a usar granadas. Quando ele se acostuma à granada, é adicionada a bazuca. Quando o jogador se acostuma à bazuca, o jogador passa a poder usar um jipe. Após o jipe aparece o tanque, e depois o helicóptero, e assim sucessivamente. Dessa forma, o jogo nunca para de incluir novos elementos para o jogador, deixando o jogador sempre interessado, e sempre tendo que aprender a utilizar alguma nova ferramenta do jogo.

e) Da mesma forma, os inimigos também melhoram gradativamente. Eles também começam apenas com a metralhadora, e também vão ganhando novos recursos de acordo com que o jogo progride.

f) Os cenários do jogo mudam constantemente, assim como as missões são variadas, fazendo com que o jogador nunca fique executando a mesma ação de forma repetida.

Um tanque sendo utilizado pelo jogador, em uma das missões mais avançadas do jogo.

Conclusão

Cannon Fodder é um game muito interessante, que consegue passar uma mensagem importante de forma eficaz e divertida. Fez muito sucesso na Europa em sua época, tendo sido extremamente bem recebido pela crítica especializada e até hoje é aclamado pelos gamers mais velhos. Consegue prender o jogador do início ao fim, requerendo muita habilidade e estratégia do jogador.

Essa imagem é da capa do manual de instruções, e também foi utilizada nas propagandas do jogo. Ela é simplesmente genial.

Eu adoro esse jogo simplesmente porque é bastante simples de entender como ele funciona, mas ao mesmo tempo extremamente viciante. O jogo vai apresentando novos elementos gradativamente, sem nunca “entalar” e ficar repetitivo. O nível de dificuldade é bastante alto, e a concentração do jogador precisa estar a 100% o tempo todo. Extremamente divertido, engraçado em vários momentos e bastante original, Cannon Fodder é um jogo que eu nunca conheci alguém que o tenha jogado e não o adorasse!

Deixo abaixo um vídeo com a abertura do jogo, para que vocês possam ouvir sua genial música-tema.

As screenshots são cortesia do site HALL OF LIGHT, em http://hol.abime.net

NOTA EXTRA: Achei esse vídeo com a abertura do jogo nas versões em CD, nunca tinha visto antes, e achei legal compartilhar:


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Porque eu adoro o jogo: BLUR (Xbox 360)

06/05/2010 às 11:50 PM | Publicado em Porque eu adoro o jogo | 6 Comentários
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Blur é um jogo de corrida desenvolvido pela Bizarre Creations (Famosa pela série Project Gotham Racing, e responsáveis por um joguinho brilhante do Amiga chamado Wiz ‘n’ Liz) e distribuído pela Activision. O jogo vem sendo vendido como um “Mario Kart com carros de verdade”, e foi lançado dia 25 de maio de 2010 para Xbox 360, Playstation 3 e PC. Eu peguei a versão do Xbox 360 ontem, e não consigo parar de jogar.

Uma das primeiras coisas que eu li sobre o jogo foi um review da IGN, dizendo que o jogo era difícil demais, e que o editor teve que diminuir a dificuldade padrão do jogo para “easy” para que o jogo se tornasse menos frustrante. A partir daí eu já tinha uma idéia de que seria um jogo que eu iria adorar. De fato, o modo single player é mais difícil que a média os jogos de corrida da atualidade, mas não é tao assustador ou “frustrante” como o reviewer da IGN diz. Mas, é sim,  um jogo que pede habilidade do jogador… Pede MUITA habilidade, que é um dos motivos que me fez gostar do game. Você precisa decorar as pistas mas ao mesmo tempo lidar com uma série de aleatoriedades que acontecem em cada corrida, prestar atenção no que está a sua frente, atras de você, de cada lado, e ainda planejar quais armas você vai querer pegar para a situação atual. Isso tudo em questão de segundos, enquanto você desvia de minas, tiros inimigos e explosões.

Blur é um jogo de corrida com ação frenética.

Falar que Blur é um “Mario Kart com carros de verdade” não é ser 100% sincero. Nenhum jogo de corrida de Kart é tão caótico quanto Blur. Normalmente são 20 carros na pista, que normalmente estão completamente armados. Todo mundo está atirando em todo mundo o tempo todo, e você está sempre no limite da concentração. Um pequeno deslize faz a diferença entre estar em 1o ou último lugar.

A ação é muito rápida e frenética, que é uma característica na maioria dos jogos que eu gosto. Não bastasse isso, o jogo ainda tem opção pra multiplayer com 4 jogadores locais, o que é uma benção. Eu não sei porque não existem mais jogos com suporte a 4 jogadores, mas Blur é maravilhoso jogado com vários amigos. A quantidade de táticas que você pode usar para “ferrar” com seu adversário é imensa, e o tempo todo você está fazendo um jogo de “gato e rato” contra seus adversários. Também é possível jogar online com até 20 pessoas, ou ligando consoles em rede. Ainda não joguei com mais de 4 jogadores, mas é óbvio que o jogo deve ser extremamente divertido jogado com muita gente.

Blur tem opção para 4 jogadores em uma mesma tela, algo que outros jogos também deveriam ter. Até 20 pessoas podem jogar simultaneamente em um jogo pela rede (local ou internet).

Como foi dito, a dificuldade é relativamente alta, principalmente porque a AI é muito boa. A máquina não hesita em usar as táticas mais sujas e sacanas para te ferrar, e as corridas contra “rivais” (Apenas você e outro carro na pista) precisam realmente de uma alta dose de habilidade para serem vencidas. E, ainda bem, a máquina não tem a AI estilo “Rubber Band” que eu acho tão irritante em jogos de corrida. Se você for muito mal, a máquina não vai tirar o pé do acelerador para te ajudar, e se você dominar uma corrida (o que é difícil) não precisará se preocupar com carros da CPU andando 3 vezes mais rápido que você só para que você não se distancie muito.

Blur tem muitas caraterísticas que adoro em jogos (E ainda é um jogo de corrida, um dos meus gêneros favoritos), e por isso me conquistou rapidamente. É rápido e frenético, demanda real habilidade do jogador, recompensa quem joga melhor, a ação é explosiva, é excelente para jogar com amigos e não perde muito tempo com frescuras fora do gameplay principal (O menu dele é simples e direto, por exemplo, e até os vídeos de tutoriais são curtos e diretos). Já é franco candidato a entrar na minha lista de top 100 games de todos os tempos. Deixo ai para vocês conferirem o comercial do jogo veiculado na TV lá fora, que eu achei simplesmente genial:

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